O Poeta Nato - Adolfo Mariano


27/10/2009


Índice Do Livro "O Poeta Nato"

Prefácio...............................................................15

Decadência Social................................................17

Biografia do poeta nato.......................................23

ABC do Goiânia- posse de Goiânia.......................28

Moda de viola para Goiânia.................................31

Recortado de Adolfo Mariano para Goiânia em 5 de julho de 1942..............................................................33

Moda de viola – copa do mundo de 1958.............35

Recortedo- copa do mundo de 58 .......................36

ABC dos regimes antigos.....................................41

ABC do tubarão..................................................46

Caída de zebu – abc ...........................................51

Uma homenagem a família Caetano Borges de Uberaba....................................................................56

ABC- estrada da vida..........................................60

ABC- do almofadinha ........................................65

Moda de viola- “ciúme“ ....................................70

ABC do ciúme- recortado ..................................71

ABC di imposto .................................................75

ABC- político....................................................80

ABC de minha derrota política- 1960 ................85

ABC da cachaça ................................................90

ABC do funeral do futebol do operário e do primeiro de maio esporte clube ................................93

Moda de viola- moda dos meses.......................98

Moda da cigana ..............................................100

Moda de viola- a queijerinha.............................102

Recortado da quijerinha....................................104

ABC amoroso- com letras iguais ........................108

Manifestação ao candidato á presidência da                                                                                   republica, Gaspar Dutra...........................................111

Centenário de Catalão.......................................113

Moda de viola- tudo que Deus faz e bom ..........115

Moda de viola- minha despedida......................117

Despedida de minha infância-ABC....................119

Moda de viola- tarde de setembro...................123

Moda da carestia............................................125

ABC de letra igual-amoroso..............................127

Revolução de março........................................130

Moda de viola- moda dos cabeludos...............132

Moda de viola-mês de agosto é tão triste.........133

Futebol e truque entre Ipameri e Goiandira .....134

ABC da ponte do Veríssimo.............................138

Moda de viola-onze de fevereiro.....................143

Moda de viola- recortado o meu passado.........144

Moda de viola- moda do retrato ......................145

Moda do respeito- moda de viola.....................146

Moda de viola-quinze de dezembro .................148

A vida de Goiandira...........................................150

Moda de viola- ô coração de mulher ................156

Moda do sabiá..................................................157

Moda de viola- acabou minha ilusão.................158

Moda da cachaça.............................................159

Moda de viola da “emancipação de Goiandira”..160

Moda de viola “coração sagaz” .........................162

Moda de viola “morena tu é bonita” ................163

Moda de viola “seja feita a sua vontade” ..........164

ABC da juventude ..............................................165

 

Escrito por Adolfo Mariano O Poeta Nato às 11h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

26/10/2009


“O POETA NATO ADOLFO MARIANO DE JESUS”

 

Já em 1938-39, portanto, há setenta e um anos, José Aparecido Teixeira, o inesquecível autor de “Folclore Goiano”, referia-se a Adolfo Mariano de Jesus. Estando colhendo material para o livro, chegou Aparecida Teixeira a Catalão e ali só se falava do famanaz cantador. Adolfo Mariano de Goiandira. Procurou-o, encontrou-o e ficou encantado com sua inteligência e com a veia poética do menestrel.

Não e preciso dizer o que representava o cantador ou catireiro para a sociedade rural de até a bem pouco tempo. Era o grande veiculo da comunicação humana: o jornal, o divulgador dos acontecimentos mais importantes, o divulgador das idéias novas ou das normas em que, através da crítica, a sociedade rural conservava seu estatuto, portanto era o cantador um elemento de primeira plana na chata e vazia vida sertaneja. O rádio á pilha, a vitrola à corda ou à pilha o automóvel e o asfalto vieram revolucionar essa paisagem e disso resultou perder o catireiro alguma coisa do seu antigo e imenso prestígio social.

Com referência a Adolfo Mariano, sua figura toma aspectos monumentais porque faz mais de meio século que canta e compõe versos em Goiás, na região em torno de Goiandira,. E’ o próprio Aparecida Teixeira que nos fala do caráter social e de sua produção artística, abordando temas como a “coluna Prestes”, “Revolução de 1930”, “Carestia da vida” e as miseráveis condições de vida das populações rurais. Fatalmente, a partir de 1940 para cá, Adolfo Mariano teve que sofrer a influência crescente da penetração das idéias urbanas no campo, uma vez que ele mesmo vive mais na cidade do que na roça.

Decorrência da própria situação de prestigio que gozava e ainda goza até hoje, o violeiro e a solicitação a que está sujeito por parte das correntes políticas e das classes dominantes, cujas idéias o violeiro passou a defender. Idéias estas bastantes diferentes daquelas que expunha em “ As Dificuldades do Pobre”, ou “ABC da Crise”, nos idos de 39. Sun é a marcha do tempo!

Entretanto, o que desejo apresentar é o cantador famoso que chega aos seus 83 anos e publica um livro de modas sertanejas, que será muito bem recebido pelos goianos , especialmente pela população da zona da estrada de ferro de Goiás.

Eis aí a poesia espontânea de alguém que apenas teve onze meses de estudo na própria fazenda onde morava sob a orientação do professor João Barbosa de Melo.

                                               Goiânia, 1977

                                                        Bernardo Èlis

Escrito por Adolfo Mariano O Poeta Nato às 16h57
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

24/10/2009


 

Recorte do Jornal o Popular - matéria sobre o folclore brasileiro.

Imagem da Viola de Adolfo Mariano (hoje acervo do Neto Nilton Tristão)

Escrito por Adolfo Mariano O Poeta Nato às 12h42
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

23/10/2009


Adolfo Mariano de Jesus e

 sua esposa Tereza Francisca de Rezende

Escrito por Adolfo Mariano O Poeta Nato às 11h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

22/10/2009


Dados biográficos de Adolfo Mariano

 

Adolfo Mariano De Jesus nasceu em Patrocínio, no Estado de Minas Gerais, em 20 de fevereiro de 1895, vindo para Goiás com dois anos de idade, quando seus pais se fixaram em Catalão, na fazenda do Pari, hoje pertencente à  Goiandira.

Aprendeu as primeiras letras na própria fazenda do pai, durante uma aprendizagem de 11 meses com o mestre João Barbosa de Melo.

Desde mocinho aprendeu a tocar viola e sanfona e escrever versos, que passaram a ser publicados a partir de 1925, no jornal “Novo Horizonte” de Catalão ali fundado pelo historiador Zoroastro Artiaga.

Seus pais: Francisco Mariano de Jesus e Maria Antonia de Oliveira, ambos naturais de Patrocínio MG, já falecidos. Seus irmãos Bernardino Mariano de Oliveira, Maria Delfina Guimarães, João Mariano de Oliveira e João Francisco Guimarães, todos falecidos. E casado com Tereza Francisca de Rezende e do casal, nasceram os seguintes filhos: Jesus, Maria, Tércio, Gerson, Laerte, Lecita, Terezinha, Divino, Linea Mariano de Rezende, Jair e Dileno, falecidos em 1934 e 1943.

Adolfo Mariano foi fazendeiro e residiu, na fazenda Chapéu, em Goiandira-Go, faleceu em

10 de janeiro de 1982, de pneumonia, em Goiânia-GO.

Escrito por Adolfo Mariano O Poeta Nato às 08h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

20/10/2009


No “seu livro “o poeta nato”, Adolfo Mariano nos deixou essa dedicatória” Esta obra com dezenas de versos simples que muito traduzem os sentimentos do poeta, que o induzem a versificar, ora cantando com lágrima nos olhos, ora sorrindo com alma em prantos. E assim conclui o meu singelo trabalho que será entregue ao publico goiano e ao mesmo tempo, solicito minhas escusas por falhas verificadas, na arte de versejar, em virtude de não ter colhido nos auros tempos a maior das belezas e da felicidade da vida “O saber”.

Escrito por Adolfo Mariano O Poeta Nato às 09h04
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

19/10/2009


Livro: "O Poeta Nato" - Autor Adolfo Mariano - Publicado em 1992-Goiânia-Go

 

Escrito por Adolfo Mariano O Poeta Nato às 10h55
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

18/10/2009


       Adolfo Mariano de Jesus

Escrito por Adolfo Mariano O Poeta Nato às 19h39
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

17/10/2009


Vem de longe a tradição dos cantadores. Encarna talvez a  primeira manifestação literária dos povos, e literária só como prenúncio curtido na oralidade inicial da língua. Fautor dessa multissecular expressão cultural, o trovador, o troveiro, se projeta como classe e tradição, nos fins da idade média, da Provença francesa para a Ibéria de nossas fontes, salta com os navegantes e oceano, e vem instituir-se, fundamental, indispensável, na organização social dos sertões.

Jamais faltou um deles, dando até nome às regiões – Sertão do Januário, Serra do Maciel – tão longa a fama de sua arte. No planalto, como no nordeste brasileiro, se transmuda em violeiro, e o complexo se engloba no terreno musical do folclore. É o trovador requisitado como animador fundamental da batucada e pagodes, do catira e das corridas de folias devocionais, figura central e imprescindível, da mesma forma como os antigos barões o vinculavam ciosos à sua corte castelã. Instituição, começa a dispersar-se em novas configurações quando os mesmos barões assinalados se arrancaram da modorra de suas cortes rurais para a aventura das terras ignotas, dos mares nunca dantes navegados. Um mundo novo nascia. E agora, quando o sertão se devassa no dinamismo social de novas solicitações econômicas, mais uma vez a instituição se desfigura, deixando a singeleza e espontaneidade semi-analfabeta dos terreiros sertanejos, de onde o culto oral lhes preservava o canto, para o repositório das bibliotecas. O cantador tem consciência desse esvaziamento; ‘Já tenho certa noção / do desenrolar da vida / De primeiro na função / eu tinha toda cabida / hoje nem por obrigação / os vizinhos me convidam’.

E eis aí o cantador Mariano, Adolfo Mariano, violeiro do Sertão do Vai-e-Vem, fazendeiro do Chapéu e catireiro famanaz de muitas décadas: ‘Mariano um regional / que conta bastante Idade’. Filho de sitiante, não teve maior estudo, é claro: só as poucas letras ministradas por mestre-escola roceiro, nos curtos fins de jornada na varanda da fazenda. Preparo sem maior alcance que alguma conta e o terceiro ou quarto livro de Felisberto, como nossos pais, naqueles começos de século. Era o sertão, a roça não carecendo de melhores luzes para o início da vida ativa muito precoce: ‘Sabendo contar e ler / é bastante ao lavrador’. Mas o menino tinha veia de cantador, aí a diferença. Começou também precocemente a pontear catiradas, no improviso. Pegou fama que logo corre mundo por meio século.

Agora, este livro. Exemplar no gênero, e convite sério à pesquisa no campo da semântica, da sociologia, até da história. Pelo menos a história de como se refletiram no ideário político-social certos eventos, a perplexidade da desinformação e as ilusões políticas ante fatos que tumultuaram o país nestes cincoenta anos da vivência trovadoresca do poeta. Livros como este documentam subsídios que possibilitam discernir e situar as correntes e os grandes movimentos que detterminaram, a par da herança atávica, a psicologia de nossos sertanejos, desde os tempos da colonização até nossos dias. Porque o cantador sempre marcou sua presença como cronista dos mesmos eventos.

Bernardo Élis define muito bem este significado institucional, quando considera: ‘Não é preciso dizer o que representa o cantador ou catireiro para a sociedade rural de até há bem pouco tempo. Era o grande veículo da comunicação humana, o jornal, o divulgador dos acontecimentos mais importantes, o divulgador das idéias novas ou das normas em que, através da crítica, a sociedade rural conservava seu estatuto; portanto era o cantador um elemento de primeira plana na chata e vazia vida sertaneja’. E Adolfo Mariano foi, é ainda, isso mesmo: o cronista dos tempos, um monumento de cultura popular, com mais de meio século de conttribuição ao nosso folks, contribuição que, um pouco empobrecida pela carência dos repentes, dos improvisos cheios de verve ou lirismo que se perderam no sereno dos terreios, este livro intenta agora preservar.

Na espontaneidade desses descantes a psicologia é decerto elementar: o bom é bom, o mal é o mal. Todas as qualidades se consubstanciam na beleza imediatamente percebida, na bondade, na força, enquanto que todos os defeitos e vícios se definem na fealdade, na maldade, na fraqueza, sem falsas cambiantes. Mas se a penetração é singela, a ação, objeto do canto, é bem mais complexa, traduzindo uma visão dialética do universo que cerca o violeiro na alegria ou na dor, na extensão do interesse global do seu povo. Leia-se a este propósito, com o devido discernimento, composições como “Estrada da vida”, “ABC do imposto”, “Tudo que Deus faz é bom”, “Minha despedida”, coisas assim.

Com discernimento e amor, porque, como elemento de estudo, deve-se encarar o cordel em sua linearidade, com inteira dependência da fidelidade expressional. Nem se procure afeiçoar ou aperfeiçoar o seu canto sob o pretexto de melhorar-lhe o estilo ou a correção sintática; pelo contrário, aprecie-se o complexo de expressões e modismos na pura integridade do patuá sertanejo, os feitios dialetais, o caráter evolutivo das consonâncias, tudo com referência à personalidade e condição existencial do cantador.

Desta contribuição que aí está obra de muitas décadas que só agora, fragmentada embora, vem à luz, simplesmente o estudioso “diga que seu inventor / foi Adolfo Mariano / um simples rabiscador / aqui deste rincão goiano”. Este o seu completo e alto significado.

Escrito por Adolfo Mariano O Poeta Nato às 17h10
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

16/10/2009


Hoje é um dia muito especial, dia de partilhar com amigos o que para mim é um honra.........Imortalizar o meu avô Adolfo Mariano nesta homenagem tão linda e abençoada que é a Fundação Adolfo Mariano.
Juntamente criando o MHFCG-Museu Historico Ferroviario Cultural de Goiandira, com sede atual, na antiga estação de ferro linha tronco Catalão/Goiandira.

Este Blog foi criado para que eu possa levar a todos vocês, o livro de meu avô - "O Poeta Nato".

Visite nosso site: www.fundacaoadolfomariano.org.br

Um grande Abraço.

Tereza Virgínia

Escrito por Adolfo Mariano O Poeta Nato às 13h46
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Histórico